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Escrito por Ticuia às 02h36
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dia de chuva
Da janela vejo uma quadra, em meio a quadra uma bola abandonada. Ela não se move, não corre da chuva e da água. Ela é natureza humana, foi criada por nós.
Seu destino é espera a transferência de energia, na forma de chutes, pontapés e arremesso, para assim encontrar postes, cercas, moitas, pés, mãos barrigas e redes.
Ela descansará um dia toda ralada e descosturada, porém feliz e realizada aguardando a decomposição natural com sol e chuva, para enfim se decompor ,formando a natureza humanizada.

Escrito por Ticuia às 18h23
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SALVE O CERRADO
Ouvi o grito do cerrado, ecoar por todo Senado. Som de quem ama e sofre, luta dura que não morre.
Eu vi na Esplanada, uma corrida muito ousada. Xavante e Krahô lado a lado, correndo pelo cerrado. Pra salvar a natureza, cento e vinte quilos é moleza.

Correram todos pro congresso, pra questionar o tal "progresso", depois penetraram no Senado, pra mandar o seu recado:
"TSO' REBTÕNA RÓ HÃ", "PIKHÔ IAPÊ"
SALVE O CERRADO
Escrito por Ticuia às 16h36
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"A Luz e as Trevas"
In memoriam aos moradores de rua...
Não há mais trevas envolvendo a sombra, Nem movimentos obscuros, Abandonada de si mesma, Colada aos cantos mais sombrios.
Só Luz... E as Trevas transfiguradas.
O que habitou as Trevas mais profundas, O que viveu mais abandono O que conheceu mais sofrimento À esse... o cálido fulgor da Luz, À Transfiguração na cruz, O encontro enfim almejado... Memento mori... Paz? Cálida Luz, e, Fêz-se aurora nas Trevas profundas da noite. Compadre Quelemém
Escrito por Ticuia às 02h44
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